Todo acontecimento da cidade, da casa, da casa do vizinho, meu avô escrevia nas paredes. Quem casou, morreu, fugiu, caiu, matou, traiu, comprou, juntou, chegou, partiu. Coisas simples, como a agulha perdida no buraco do assoalho, ele escrevia.(...) Enquanto ele escrevia, eu inventava histórias sobre cada pedaço da parede. A casa de meu avô foi meu primeiro livro.
Por Parte de Pai
Bartolomeu Campos Queirós
Belo Horizonte, MG: Editora RHJ, 1995.
sábado, 4 de julho de 2009
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