segunda-feira, 3 de agosto de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Texto de Bartolomeu Campos Queirós
Todo acontecimento da cidade, da casa, da casa do vizinho, meu avô escrevia nas paredes. Quem casou, morreu, fugiu, caiu, matou, traiu, comprou, juntou, chegou, partiu. Coisas simples, como a agulha perdida no buraco do assoalho, ele escrevia.(...) Enquanto ele escrevia, eu inventava histórias sobre cada pedaço da parede. A casa de meu avô foi meu primeiro livro.
Por Parte de Pai
Bartolomeu Campos Queirós
Belo Horizonte, MG: Editora RHJ, 1995.
Por Parte de Pai
Bartolomeu Campos Queirós
Belo Horizonte, MG: Editora RHJ, 1995.
segunda-feira, 9 de março de 2009
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Poema
Poemas de Álvaro de Campos, de Fernando Pessoa
"Vai pelo cais fora um bulício de chegada próxima,
Começaram chegando os primitivos da espera,
Já ao longe o paquete de África se avoluma e esclarece.
Vim aqui para não esperar ninguém,
Para ver os outros esperar,
Para ser os outros todos a esperar,
Para ser a esperança de todos os outros.
Trago um grande cansaço de ser tanta coisa.
Chegam os retardatários do princípio,
E de repente impaciento-me de esperar, de existir de ser,
Vou-me embora brusco e notável ao porteiro que me fita muito mas rapidamente.
Regresso à cidade como à liberdade.
Vale a pena existir para ao menos deixar de sentir."
"Vai pelo cais fora um bulício de chegada próxima,
Começaram chegando os primitivos da espera,
Já ao longe o paquete de África se avoluma e esclarece.
Vim aqui para não esperar ninguém,
Para ver os outros esperar,
Para ser os outros todos a esperar,
Para ser a esperança de todos os outros.
Trago um grande cansaço de ser tanta coisa.
Chegam os retardatários do princípio,
E de repente impaciento-me de esperar, de existir de ser,
Vou-me embora brusco e notável ao porteiro que me fita muito mas rapidamente.
Regresso à cidade como à liberdade.
Vale a pena existir para ao menos deixar de sentir."
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